Localização:
Rua Piauí, 191

Complexo Centro Comercial

Autor: engº. Américo Sato
Execução: Construtora Veronesi
Data: 1959

Considerado um dos maiores símbolos da verticalização precoce de Londrina, o Centro Comercial, merece destaque especial dentre as muitas obras que contribuíram para a formação do panorama modernista na cidade. Na época do seu lançamento, o engº Américo Sato chegou a ser taxado de aventureiro, devido à audácia da proposta, o que lhe causou tremenda satisfação.

Iniciada em 1959, a obra é formada por 6 torres residenciais, ligadas na base a uma galeria comercia lde dois níveis. Cada uma das torres possui um modo de ocupação particular: o bloco A – da esquerda -tem 6 unidades habitacionais por andar, o Bloco B – do meio – tem 4 unidades por andar e o Bloco C – à direita – com 2 unidades. As áreas também são distintas: 61m² para os apartamentos do Bloco A, 40m² para os do Bloco B e 130m² para o Bloco C. No topo das 3 torres há passarelas metálicas interligando-as, que servem para fuga no caso de incêndio em algumas das torres. Fechando a conta, existem 105 lojas na galeria comercial, 255 apartamentos residenciais e cerca de 900 moradores.

No Complexo Centro Comercial também é possível notar referências às obras londrinenses dos arquitetos Artigas e Cascaldi, especialmente no térreo. A suave rampa, as colunas revestidas de pastilhas e a volumetria pura remetem ao tratamento utilizado no Edifício Autolon, no Teatro Ouro Verde e no Museu de Arte de Londrina (antiga Estação Rodoviária).

A galeria comercial está dividida em dois grandes pavimentos ocupados por lojas de serviços diversos, como alfaiate, cabeleireiro, costureira, bares, boutiques, etc. Um dos personagens reais da história do Centro Comercial é o descendente de portugueses Lucílio Anacleto, dono do tradicional Bar e Lanchonete Estoril, que abriu seu estabelecimento em 1962, antes mesmo que a obra estivesse concluída. Além de ser um dos bares preferidos dos moradores próximos, artistas e, principalmente, jornalistas – o jornal Folha de Londrina está há poucos metros – o Estoril guarda uma curiosidade: originalmente, o lixo era incinerado no subsolo e expelido por uma chaminé de 80 metros pelo alto das torres. Depois dessa prática ter sido proibida pela Prefeitura, Seu Lucílio aproveitou a estrutura para fazer uma churrasqueira, orgulhando-se assim, de ter tido a chaminé mais alta do mundo, segundo ele.

Fontes: 

CASTELNOU, Antonio. Arquitetura Londrinense: expressões de intenção pioneira. Londrina: Atrito Art, 2002.

http://www.rpctv.com.br/parana-tv/1-edicao/2009/08/conheca-o-centro-comercial. Acessado em maio de 2011.