Praça Rocha Pombo

A praça é o elo do conjunto arquitetônico formado pelos edifícios da antiga estação ferroviária e antiga estação rodoviária, atuais Museu de Arte e Museu Histórico de Londrina, respectivamente. Foi tombada em 1974, ao mesmo tempo que o edifício do Museu de Arte, pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná e inscrita no Livro do Tombo Paisagístico justamente com o objetivo de conservar este conjunto arquitetônico e a amplitude do seu entorno, evitando que fossem obstruídos por outras construções e que, consequentemente, perdessem de vista um ao outro.

O traçado dos seus caminhos é resultado de uma época em que a praça não contava com benfeitorias, sendo atravessada pelos transeuntes em várias direções, formando diversas “trilhas” que, mais tarde, foram tomadas como diretrizes para a urbanização desse logradouro.

Construída posteriormente para o acesso ao Museu Histórico, há uma ligação por intermédio de uma passagem sob a Rua Benjamim Constant. Já o Museu de Arte está totalmente inserido na praça e trata-se da mais importante obra de arquitetura modernista já edificada em Londrina.

Com a construção da atual estação rodoviária, em 1988, o prédio de Artigas perdeu sua função inicial. A praça e o próprio prédio atravessaram uma fase de decadência, com os serviços de manutenção e limpeza escassos e falta de cuidado pela população, contribuindo para uma imagem de relativo abandono. Uma obra de revitalização foi concluída em 2011, com o objetivo de revigorar do espaço público.

VIANI, Renato Mateus Gorne. Praças do centro de Londrina.